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Como abrir um estúdio de botas de salto: o que ninguém te conta antes de começar

Você já dá aula de Hopping, ou está quase lá, e quer o seu próprio estúdio. Antes de assinar um contrato de aluguel ou pegar um empréstimo, leia isto. São as decisões que definem se o estúdio vive das suas aulas ou das suas economias.

Comece sem ponto fixo

A maioria dos coaches não começa assinando aluguel. Começa dando aula no espaço dos outros, e essa é a versão inteligente.

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    Alugue horas, não um ponto

    Uma academia, um salão de eventos ou um estúdio de dança tem horários vazios, e essas horas custam uma fração de um aluguel mensal. Você paga só o tempo da sua aula, descobre se o seu horário funciona e sai sem dívida se não funcionar.

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    O parque também é sala de aula

    Uma aula ao ar livre custa quase nada e se vê de longe, o que é propaganda que você não pagou. Pergunte na prefeitura se o espaço precisa de autorização e tenha um plano para a chuva antes de chover.

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    Olhe o piso e o teto antes da decoração

    Para botas de salto, três coisas importam num espaço: piso firme e nivelado, altura livre para saltar com os braços para cima e ventilação de verdade. Um ponto bonito que falha em uma das três vai te custar alunos.

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    O contrato de aluguel vem por último

    Assine um ponto próprio quando suas turmas recorrentes já pagarem o custo fixo do mês, não antes. Um contrato assinado na esperança de encher turmas é a dívida que fecha estúdios no primeiro ano.

O mínimo legal e de segurança

Não somos advogados e isto não é aconselhamento jurídico. É a lista de perguntas que vale resolver antes da sua primeira aula cobrada, cada uma com a pessoa certa.

  • O termo de responsabilidade assinado

    Todo aluno assina um termo de responsabilidade antes da primeira aula, sem exceção. Peça a um advogado local para revisar o modelo: um termo copiado da internet pode não valer nada onde você mora.

  • Primeiros socorros

    Um curso de primeiros socorros em dia, um kit à mão e saber para quem você liga se algo acontecer. Numa aula de saltos a pergunta não é se alguém torce o tornozelo um dia, é quando.

  • A música que você toca

    Tocar música em aula cobrada é uso comercial, e no Brasil isso passa pelo ECAD. Descubra qual licença se aplica ao seu caso antes que alguém pergunte com uma multa na mão.

  • Seguro é uma conversa, não uma caixinha

    Fale com um corretor de seguros e descreva exatamente o que você faz: saltos, equipamento, espaço próprio ou alugado. Deixe o corretor dizer qual apólice se aplica. Contratar um seguro genérico sem essa conversa é pagar por um papel que talvez não te cubra.

Como definir preços sem dar seu trabalho de graça

Não vamos te entregar um número, porque seu aluguel, sua cidade e sua experiência são seus. O que é igual para todas é a estrutura e o erro mais comum.

  • A aula avulsa

    É a porta de entrada e o preço de referência: todo o resto se entende como desconto sobre ela. Deixe o valor alto o bastante para que os pacotes pareçam um bom negócio.

  • Os pacotes

    Um pacote de várias aulas com validade te dá receita adiantada e dá ao aluno um motivo para voltar. A validade importa: pacote sem prazo é dinheiro que você já gastou e aulas que ainda deve.

  • A mensalidade

    É a receita que deixa você planejar, e funciona quando o aluno já treina com você toda semana. Ofereça a quem já voltou várias vezes, não a quem ainda vai experimentar.

  • A armadilha de cobrar barato

    O erro mais comum não é cobrar caro demais, é cobrar de menos. Some o que cada aula te custa, incluindo sua hora de trabalho e seu deslocamento, e não cobre abaixo disso. Subir preço depois é muito mais difícil do que começar certo, e o aluno que veio só pelo barato vai embora no próximo desconto de outra pessoa.

Sua primeira turma

Seus primeiros dez alunos não vêm de anúncio. Vêm porque te conhecem: amizades, gente do trabalho, gente do seu bairro. Dê uma aula demonstrativa gratuita, peça a cada pessoa que leve alguém e junte os interessados num grupo de WhatsApp com dia e hora fixos.

Daí em diante, manter alunos vale mais do que conseguir alunos. Um aluno que fica seis meses vale mais do que três que experimentam uma aula e não voltam, e a retenção sai de coisas gratuitas: aprender o nome de cada um, notar o progresso e perguntar quando alguém falta.

As ferramentas

Um estúdio em funcionamento administra quatro coisas: quem reservou, quem pagou, quem veio e quem espera vaga. Mantenha essas quatro em ordem desde o começo, porque cobrar de memória é o jeito mais rápido de perder dinheiro e amizades ao mesmo tempo.

Com menos de uns quinze alunos, uma planilha e o seu WhatsApp funcionam bem e não custam nada. Quando a lista de pagamentos começar a comer o seu tempo de dar aula, essa é a hora de uma ferramenta feita para isso.

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O que este plano não te promete

Melhor saber antes de largar o emprego, não depois.

  • Abrir leva meses

    Entre achar espaço, juntar alunos e acertar horários, um estúdio leva meses para ficar de pé, não semanas. Se puder, comece mantendo sua outra fonte de renda.

  • As turmas não lotam rápido

    Você vai dar aula para grupos de três ou quatro pessoas por um bom tempo, e isso é normal. Faça as contas para esses meses de grupos pequenos em vez de esperar sala cheia na segunda semana.

  • O MyBootLab resolve a administração, não a demanda

    Nossa plataforma tira das suas mãos as listas, as cobranças e as reservas. Ela não traz alunos: esses vêm das suas aulas, da sua comunidade e da sua constância. Nenhuma ferramenta lota uma sala por você.

Está falando sério sobre o seu estúdio?

O MyBootLab te dá reservas, cobranças, presença e seu próprio catálogo online desde o primeiro dia. Você define as aulas e o preço.

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